O painel de indicadores reúne os números-chave que sintetizam a situação de saúde de Bom Jesus do Tocantins e servem de linha de base para as metas do Plano Municipal de Saúde 2026-2029, cobrindo população, produção da Atenção Primária, indicadores materno-infantis e qualidade da informação.
Bom Jesus do Tocantins é um município de Porte I da Região de Saúde Carajás (polo regional Marabá), com 19.129 habitantes estimados em 2025 e trajetória de crescimento sustentado: o saldo da década 2015 a 2025 é de +2.902 habitantes (+17,9%) e, no recorte pós-Censo 2022 a 2025, de +471 habitantes (+2,52%). A composição etária já sinaliza transição demográfica, com 20,9% de crianças (0 a 14 anos), 59,2% de adultos (20 a 59 anos) e 12,6% de pessoas idosas (60 anos ou mais), além de um índice de dependência total de 50,3% e razão de sexo de 128,8 homens para cada 100 mulheres, perfil típico de território sob influência da pecuária e da mineração do sudeste paraense.
A leitura conjunta dos indicadores demográficos e assistenciais orienta o dimensionamento da rede: a base infantil ainda numerosa (3.999 crianças) exige sustentar puericultura, vacinação e vigilância nutricional, enquanto o grupo de 60 anos ou mais (2.404 pessoas, com a faixa de 60 a 69 anos crescendo 14,5% no quadriênio) antecipa demanda crescente por linha de cuidado às doenças crônicas e atenção domiciliar. A projeção técnica indica aproximadamente 19.747 habitantes em 2029, o que recomenda expansão cuidadosa, e não retração, da capacidade instalada ao longo do ciclo do Plano.
A produção ambulatorial financiada pelo SUS mais que dobrou no quadriênio, passando de 21.892 procedimentos em 2022 para 54.639 em 2025, com salto expressivo em 2024 (54.883 procedimentos), o que sinaliza ampliação do registro e da oferta da Atenção Primária. A base operacional do e-SUS AB registra 21.471 cadastros ativos sem óbito para 20 unidades operando o Prontuário Eletrônico do Cidadão e 31 equipes vinculadas, número que, frente a uma população oficial de 19.129 habitantes, equivale a 112,2% e revela necessidade de higienização cadastral (remoção de duplicidades, inativação de óbitos e de pessoas que migraram) como condição técnica para todos os indicadores de cobertura e financiamento.
A força de trabalho ambulatorial concentra-se em níveis técnico e de apoio territorial: 53 técnicos de enfermagem, 21 técnicos da Estratégia Saúde da Família e 20 agentes comunitários de saúde, configuração que sustenta a capilaridade do cuidado mas que precisa ser combinada com provimento médico estável e qualificação dos registros para converter contatos territoriais em resolutividade clínica. A leitura prática para o Plano é que o município já dispõe de uma rede capilarizada e em expansão de produção, mas depende de qualificar a informação e de estabilizar vínculos para que esse alcance se traduza em desfechos clínicos melhores.
O bloco materno-infantil concentra os sinais mais críticos do painel. O pré-natal com 7 ou mais consultas evoluiu de 62,2% (2022) para 78,8% (2025), superando a meta nacional de 75%, mas a proporção de cesáreas seguiu trajetória contrária à boa prática obstétrica, saltando de 57,6% para 70,8% no mesmo período, o que coloca a meta de ampliação do parto normal como prioridade do Plano. A gravidez na adolescência mantém-se elevada, com 21,7% dos nascidos vivos de 2025 em mães de 10 a 19 anos, cerca de uma vez e meia a média nacional, reforçando a centralidade da saúde sexual e reprodutiva e da articulação com educação e assistência social.
Na qualidade da informação, a proporção de óbitos por causas mal definidas ficou em 7,1% no quadriênio (27 de 381 óbitos), acima do parâmetro nacional de referência de 5%, sinalizando que a primeira intervenção do Plano deve ser qualificar a Declaração de Óbito e a investigação de mortalidade. Soma-se a isso o registro de zero óbitos infantis na base local sob critério de residência, resultado que precisa ser validado pelo Comitê Municipal de Investigação de Óbitos Infantis e Fetais, e a sífilis em gestante com 20 notificações no período (taxa de 20,2 por mil nascidos vivos), indicador-sentinela da qualidade do pré-natal.
| Indicador (linguagem de gestão) | Situação 2025 | Meta proposta 2029 | Fonte |
|---|---|---|---|
| População residente estimada | 19.129 | ~19.747 | IBGE, série pós-Censo 2022 a 2025 e projeção PMS |
| Leitos hospitalares por mil habitantes | 1,62 | 2,5 a 3,0 | CNES e SIH, capacidade instalada do hospital municipal |
| Pré-natal com 7 ou mais consultas | 78,8% | 85,0% | SINASC local, indicadores materno-infantis |
| Proporção de cesáreas | 70,8% | 50,0% | SINASC local, indicadores materno-infantis |
| Gravidez na adolescência (10 a 19 anos) | 21,7% | 18,0% | SINASC local, indicadores materno-infantis |
| Óbitos por causas mal definidas | 7,1% | menor que 5% | SIM local, qualidade da informação |
| Cadastros e-SUS AB frente à população oficial | 112,2% | 100% | e-SUS AB local frente ao IBGE 2025 |
Valores de referência: parâmetro de leitos do Ministério da Saúde (2,5 a 3,0 por mil habitantes) e meta nacional de pré-natal (75%); as metas 2029 acompanham as propostas dos Cadernos de Análise para o ciclo 2026-2029.
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Proporção de cesáreas em escalada (70,8% em 2025), contra a meta de ampliar o parto normal | 4 | 4 | 5 | 80 |
| 2º | Cadastro do e-SUS AB em 112,2% da população oficial, exigindo higienização para corrigir denominadores | 4 | 5 | 4 | 80 |
| 3º | Gravidez na adolescência em 21,7% dos nascidos vivos, cerca de 1,5 vez a média nacional | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 4º | Cobertura de leitos hospitalares em 1,62 por mil habitantes, abaixo do parâmetro do MS (2,5 a 3,0) | 4 | 3 | 4 | 48 |
| 5º | Óbitos por causas mal definidas em 7,1%, acima do parâmetro nacional de 5% | 4 | 3 | 3 | 36 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
O perfil demográfico fixa o denominador de toda a ASIS: dimensiona cobertura, mortalidade e capacidade instalada, e antecipa a mudança de perfil da demanda que o Plano Municipal de Saúde 2026-2029 terá de absorver ao longo do quadriênio.
Bom Jesus do Tocantins chega ao PMS 2026-2029 em trajetória de crescimento sustentado. Na janela 2015 a 2025, a população passou de 16.227 para 19.129 habitantes, saldo de 2.902 pessoas (mais 17,9%). O ponto de inflexão foi o Censo Demográfico de 2022, que apurou 18.658 habitantes e corrigiu para cima em 1.404 pessoas (mais 8,1%) a projeção que vinha das estimativas pré-censitárias (17.254 em 2021). Essa correção não é detalhe técnico: ela redefine os denominadores de cobertura, recoloca séries históricas em nova base e altera os parâmetros usados no cofinanciamento federal do Piso da Atenção Primária.
Isolando o recorte pós-Censo (2022 a 2025), a tendência efetivamente observada é de crescimento moderado e constante: mais 471 habitantes (mais 2,52%), com taxas anuais entre 0,78% e 0,90%. É essa curva, sem o ruído do salto de 2022, que melhor orienta o planejamento. A projeção por regressão linear sobre a série pós-Censo aponta cerca de 19.747 habitantes em 2029 (mais 618 sobre 2025; mais 3,23%), a um ritmo médio de 156 habitantes por ano, com intervalo de confiança de 95% entre 19.707 e 19.787 para o fim do quadriênio.
A pirâmide etária de 2025 tem perfil de transição avançada. A base infantil já retrai: a faixa de 0 a 4 anos reúne 1.280 pessoas (6,7%), abaixo das faixas de 5 a 9 (1.381) e de 10 a 14 anos (1.338), sinal de queda recente da fecundidade. O bojo está nas idades adultas: o grupo de 20 a 59 anos soma 11.330 pessoas (59,2%), com pico em 30 a 39 anos (3.359). E o topo já demanda planejamento próprio: a população de 60 anos ou mais soma 2.404 pessoas (12,6%), patamar que tende a subir durante o quadriênio.
A leitura conjunta dos grandes grupos confirma a necessidade de organizar a rede em duas velocidades. As crianças de 0 a 14 anos (3.999; 20,9%) e os adolescentes de 15 a 19 (1.396; 7,3%) mantêm demanda relevante de puericultura, vacinação, vigilância nutricional, saúde bucal infantil e saúde sexual e reprodutiva no curto prazo. Ao mesmo tempo, o segmento de 60 anos ou mais é o que mais cresce em complexidade (multimorbidade, uso contínuo de medicamentos, prevenção de quedas e atenção domiciliar) e exige que a linha de cuidado da pessoa idosa seja estruturada desde o primeiro ano do PMS, e não quando a pressão já aparecer como fila ou perda de continuidade do cuidado.
O índice de dependência total é de 50,3%: para cada 100 pessoas de 15 a 59 anos há cerca de 50 fora dessa faixa, combinando dependência juvenil (31,4%) e senil (18,9%). O indicador é estrutural, não um diagnóstico de dependência econômica efetiva (em território rural, parcela expressiva dos 60 mais segue ativa, sustentada por aposentadoria rural e benefícios assistenciais), mas sinaliza com clareza a dupla pressão sobre a APS. A razão de sexo geral é de 128,8 homens para cada 100 mulheres, com predominância masculina marcada nas idades de 30 a 49 anos (165,5 e 149,5) e inversão feminina apenas a partir dos 80 anos, padrão que reforça a importância da saúde do homem e da prevenção de causas externas.
Um descasamento merece atenção da gestão: o e-SUS AB municipal registra 21.471 cadastros ativos sem óbito para uma população oficial de 19.129 habitantes em 2025 (112,2% da população IBGE). Essa diferença distorce indicadores de cobertura e pode produzir metas aparentemente cumpridas ou descumpridas por erro de base. A higienização cadastral periódica, com cruzamento do registro de óbitos e verificação dos agentes comunitários, é condição técnica para a confiabilidade de todos os demais indicadores da ASIS e precisa entrar como rotina já no primeiro ano do PMS.
| Indicador demográfico | Valor (2025) | Parâmetro / leitura para o PMS |
|---|---|---|
| População residente (IBGE) | 19.129 | Projeção de 19.747 em 2029 (mais 3,23%); base para denominadores de cobertura |
| Idosos (60 anos ou mais) | 2.404 (12,6%) | Segmento que mais cresce; estruturar linha de cuidado da pessoa idosa |
| Crianças (0 a 14 anos) | 3.999 (20,9%) | Manter puericultura, vacinação e vigilância nutricional |
| Índice de dependência total | 50,3% | Dupla pressão (juvenil 31,4% e senil 18,9%) sobre a população ativa |
| Razão de sexo | 128,8 | Predomínio masculino nas idades adultas; reforça saúde do homem |
| Cadastro e-SUS AB sobre população IBGE | 112,2% | 21.471 cadastros ativos; exige higienização cadastral e regra de denominador |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Envelhecimento progressivo (60 mais em 12,6% e crescendo) sem linha de cuidado da pessoa idosa estruturada | 4 | 4 | 5 | 80 |
| 2º | Cadastro e-SUS AB em 112,2% da população IBGE, distorcendo denominadores e indicadores | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Índice de dependência total de 50,3% pressiona simultaneamente base infantil e topo idoso | 4 | 3 | 4 | 48 |
| 4º | Discrepância entre Censo 2022, estimativas anuais e registros locais de população | 3 | 3 | 3 | 27 |
| 5º | Base infantil ainda numerosa (3.999 crianças de 0 a 14) exigindo manutenção da capacidade materno-infantil | 3 | 3 | 2 | 18 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
O perfil epidemiológico de Bom Jesus do Tocantins, município de Porte I com 19.129 habitantes na Região de Saúde Carajás, combina avanços da rede materno-infantil com agravos persistentes do sudeste paraense, e é base direta para as diretrizes e metas de morbimortalidade do Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
O município registrou 381 óbitos no quadriênio 2022-2025 (média de 95 por ano e taxa bruta média de 5,0 por mil habitantes), com perfil predominantemente masculino e concentração em adultos e idosos. Após o vale de 2023 (79 óbitos), houve elevação consistente em 2024 (104) e manutenção em patamar alto em 2025 (102). As doenças do aparelho circulatório lideram a série, com 101 óbitos no período (28 em 2022, depois 26, 24 e 23), seguidas pelas neoplasias, com 55 óbitos. Somadas, as duas causas correspondem a cerca de 41% de toda a mortalidade, expressão clara de um território que combina perfil jovem com envelhecimento progressivo e exposição a fatores de risco cardiovascular e carcinogênicos ocupacionais.
O dado mais sensível, porém, são as causas externas: 63 óbitos no quadriênio, com salto de 12 (2022) para 22 (2024) e manutenção em 20 (2025). Em município com forte presença masculina jovem e economia rural-mineral, esse perfil articula acidentes de transporte nas BR-222 e BR-153 e estradas vicinais (26 óbitos), agressões e homicídios (22 óbitos) e lesões autoprovocadas (6 óbitos). A taxa estimada de homicídios de 2025 aproxima-se de 36,6 por 100 mil habitantes, acima da média nacional, confirmando exposição compatível com o sudeste paraense e exigindo articulação intersetorial com Detran-PA, Polícia Rodoviária Federal, CEREST regional e segurança pública.
Uma terceira frente de atenção é a qualidade da informação: 27 dos 381 óbitos ficaram classificados como causas mal definidas (capítulo XVIII, cerca de 7,1% do total), acima da meta nacional de referência de manter abaixo de 5%, com agravamento em 2024 e 2025 (8,7% e 8,8%). Esse percentual compromete a confiabilidade do perfil de mortalidade e indica que a primeira intervenção do Plano deve ser qualificar a Declaração de Óbito e a investigação de mortalidade pelo Comitê Municipal.
O município registrou 988 nascidos vivos no quadriênio (média de 247 por ano) e mantém capacidade obstétrica relevante no próprio território: 61,4% dos partos de mães residentes ocorrem em Bom Jesus do Tocantins, sobretudo no Hospital e Maternidade Popular, e 33,9% são referenciados a Marabá, polo da Região de Saúde Carajás. O pré-natal com 7 ou mais consultas teve evolução positiva e consistente, saindo de 62,2% em 2022 para 78,8% em 2025 (variação de 16,6 pontos percentuais), superando a meta nacional de 75% no último ano.
Em direção contrária, a proporção de cesáreas cresceu de 57,6% (137 de 238 em 2022) para 70,8% (170 de 240 em 2025), trajetória oposta à meta do plano anterior de ampliação do parto normal, que se realizou em apenas 29,2% em 2025. Esse descolamento entre um pré-natal qualificado e um modelo de parto cada vez mais cirúrgico aponta para a necessidade de revisão das práticas obstétricas no Hospital e Maternidade Popular, com classificação de Robson e enfermagem obstétrica. A gravidez na adolescência permanece elevada e oscilante: caiu para 17,6% em 2024 e voltou a 21,7% em 2025 (52 de 240 nascidos vivos), cerca de uma vez e meia a média nacional, reforçando a centralidade do PSE e da saúde sexual e reprodutiva intersetorial.
A leitura da mortalidade infantil exige cautela metodológica: a base local não registra óbitos de menores de 1 ano em todo o quadriênio sob critério de residência. Esse zero não pode ser celebrado sem validação, pois pode refletir tanto avanço da rede quanto subnotificação ou registro do óbito em estabelecimento fora do município. O Comitê Municipal de Investigação de Óbitos Infantis e Fetais deve qualificar essa leitura com cruzamento federal antes da aprovação do Plano.
A base local de notificações acumulou 544 registros no quadriênio, concentrados em três blocos: doenças do território amazônico, acidentes (com animais, de trabalho e de transporte) e violência interpessoal. A hanseníase é o agravo de maior peso, com 45 notificações em quatro anos (cerca de 11 por ano), volume que coloca Bom Jesus do Tocantins em condição de área endêmica ativa e exige plano municipal com exame de contatos intradomiciliares e tratamento poliquimioterápico supervisionado. A leishmaniose tegumentar americana soma 23 notificações e a tuberculose, 17 casos novos, com coeficiente de incidência médio próximo de 22,5 por 100 mil habitantes ao ano, junto do limite superior nacional.
A sífilis em gestante (20 notificações no quadriênio) é indicador-sentinela da qualidade do pré-natal e demanda resposta operacional imediata: teste rápido na primeira consulta, segunda testagem no terceiro trimestre e tratamento da parceria sexual, com meta de zero sífilis congênita. O bloco de acidentes confirma o perfil rural-mineral, com forte volume de atendimento antirrábico, acidentes com animais peçonhentos (17 em 2025) e acidentes de trabalho grave (16 em 2025, dos quais 14 em homens), este último a exigir integração com a Vigilância em Saúde do Trabalhador regional.
| Indicador | Realizado 2025 | Meta proposta 2029 | Fonte de gestão |
|---|---|---|---|
| Pré-natal com 7 ou mais consultas | 78,8% | 85,0% | Sistema de nascidos vivos (base local) |
| Proporção de parto normal no SUS | 29,2% | 50,0% | Sistema de nascidos vivos (base local) |
| Gravidez na adolescência (10 a 19 anos) | 21,7% | 18,0% | Sistema de nascidos vivos (base local) |
| Óbitos por causas externas (no ano) | 20 | -25% | Sistema de mortalidade (base local) |
| Óbitos com causa mal definida | 8,8% | 3,0% | Sistema de mortalidade (base local) |
| Hanseníase: cura e contatos examinados | em apuração | 95% cura / 90% contatos | Sistema de notificação (base local) |
| Sífilis congênita (casos novos) | em apuração | 0 | Notificação e nascidos vivos (base local) |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Causas externas em alta no quadriênio (12 em 2022 para 20 em 2025, pico de 22 em 2024) | 5 | 5 | 4 | 100 |
| 2º | Trajetória de aumento da cesárea (de 57,6% para 70,8%), em direção contrária ao parto normal | 4 | 4 | 5 | 80 |
| 3º | Hanseníase com 45 notificações em quatro anos, configurando endemicidade ativa | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 4º | Sífilis em gestante com 20 notificações, indicador-sentinela do pré-natal | 4 | 4 | 3 | 48 |
| 5º | Mortalidade por causa mal definida em 8,8% e zero óbito infantil sem validação | 4 | 3 | 3 | 36 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
A rede assistencial e a capacidade instalada definem o que Bom Jesus do Tocantins resolve dentro do próprio território e o que precisa referenciar à Região de Saúde Carajás, sendo base direta para as diretrizes e metas do Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
Bom Jesus do Tocantins é município de pequeno porte (19.129 habitantes em 2025) com população 100% dependente do SUS e rede integralmente sob gestão municipal. O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde aponta 18 estabelecimentos ativos na competência 12/2025: 7 Unidades Básicas de Saúde, 4 ambulatórios, 1 Hospital e Maternidade Popular, 1 Central de Regulação, 2 centrais de gestão, 1 central de abastecimento farmacêutico, 1 laboratório de prótese dentária e 1 unidade de atenção psicossocial (CAPS I). Somam-se ainda 2 postos de saúde indígena de natureza federal (Aldeia Krikateje e Mãe Maria), o que reforça a necessidade de recorte e articulação com a saúde indígena no Plano.
O ponto crítico da capacidade instalada está nos leitos hospitalares. O Hospital e Maternidade Popular (CNES 2678624) concentra 31 leitos, todos SUS, distribuídos em 12 de clínica geral, 6 de cirurgia geral, 6 de pediatria clínica, 5 de obstetrícia clínica e 2 de obstetrícia cirúrgica. Para os 19.129 habitantes, isso equivale a 1,62 leito por mil habitantes, bem abaixo do parâmetro de referência de 2,5 a 3,0 leitos por mil. O município opera, portanto, com folga estreita para urgência, parto e internação de baixa complexidade, e sem nenhum leito de retaguarda para média e alta complexidade, que dependem integralmente da referência regional em Marabá.
A produção ambulatorial financiada pelo SUS no território cresceu de forma expressiva no quadriênio. Os procedimentos passaram de 21.892 em 2022 para 54.639 em 2025, alta de 149,6%, com salto concentrado em 2024 (54.883 procedimentos), quando a produção mais que dobrou frente a 2023 (23.236). O valor produzido acompanhou o movimento: de R$ 456,2 mil em 2022 para R$ 1,07 milhão em 2025, mais 135,5% no período. Essa ampliação reflete tanto o adensamento da rede de APS quanto a melhora do registro, e precisa ser sustentada com qualificação contínua da informação para não regredir.
A leitura por executor revela, porém, a face do vazio assistencial: entre 2024 e 2025, Marabá respondeu por 78.683 procedimentos de residentes de Bom Jesus do Tocantins, contra 22.761 produzidos no próprio município. Ou seja, a maior parte da resposta ambulatorial especializada de média complexidade é prestada fora do território, no polo regional. Esse padrão de evasão para Marabá confirma que a rede local resolve o básico, mas exporta para a Região de Saúde Carajás a demanda de exames, consultas especializadas e procedimentos que extrapolam a capacidade instalada municipal.
A rede de APS está estruturada em torno de 8 equipes de Saúde da Família nominais distribuídas pelas UBS Bela Vista, Bacabal, Ferrovia KM 58, Laranjeiras, Santa Maria e São Raimundo, com equipes de Saúde Bucal vinculadas, 1 equipe Multiprofissional (eMulti) na UBS Laranjeiras e 1 equipe Multiprofissional de Apoio para Reabilitação (EMAP-R) na UBS Bela Vista. No total, o CNES registra 19 equipes vinculadas e o e-SUS AB aponta 20 unidades operando o prontuário eletrônico e 31 equipes vinculadas, com 21.471 cadastros ativos sem óbito. A presença de eMulti e EMAP-R é uma força para o porte do município e abre espaço para reabilitação e cuidado ampliado na própria APS.
Dois pontos de governança merecem atenção direta do Plano. Primeiro, o Hospital e Maternidade Popular não tem equipe formalmente vinculada no SCNES ativo e não apresentou produção hospitalar (SIHD/SIH) vinculável na fonte consultada, ainda que registre força de trabalho própria (técnicos de enfermagem socorristas, cozinheiro, serviços de limpeza, motoristas): isso aponta fragilidade de registro e de contratualização da internação. Segundo, o CAPS I (CNES 4715640) está ativo e com equipe multiprofissional cadastrada (11 profissionais no SCNES, incluindo médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, psicopedagogo e técnico de enfermagem), mas sem produção vinculável apurada no SIA, nem em BPA, nem em RAAS-PSI: um serviço que funciona, mas cujo trabalho não está sendo registrado e, portanto, não gera lastro para indicadores nem para o financiamento da saúde mental.
| Indicador da rede assistencial | Valor (recorte recente) | Parâmetro / leitura para o PMS |
|---|---|---|
| Estabelecimentos de saúde ativos (CNES) | 18 | Todos sob gestão municipal; mais 2 postos indígenas federais |
| Leitos hospitalares (Hospital e Maternidade Popular) | 31 | 100% SUS; 1,62 por mil hab, abaixo do parâmetro de 2,5 a 3,0 |
| Equipes de Saúde da Família (nominais) | 8 | Base da coordenação do cuidado e da cobertura territorial |
| Equipes vinculadas no e-SUS AB | 31 | 20 unidades operando o prontuário eletrônico; 21.471 cadastros ativos |
| Procedimentos ambulatoriais SUS (2025) | 54.639 | Mais 149,6% sobre 2022; sustentar com qualificação do registro |
| Procedimentos de residentes executados em Marabá (2024-2025) | 78.683 | Evasão para o polo regional; rede local resolve o básico |
| Produção apurada do CAPS I | 0 | Serviço ativo e com equipe completa, mas sem registro no SIA/RAAS-PSI |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | CAPS I ativo com equipe completa, mas sem produção apurada no SIA/RAAS-PSI | 5 | 4 | 4 | 80 |
| 2º | Capacidade de leitos abaixo do parâmetro (1,62 por mil) e sem retaguarda de média e alta complexidade | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Hospital e Maternidade Popular sem produção hospitalar (SIH) vinculável e sem contratualização da internação | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 4º | Dependência integral de Marabá para procedimentos especializados (evasão ao polo regional) | 4 | 3 | 4 | 48 |
| 5º | Fragilidade de registro e qualificação da informação assistencial na rede | 3 | 4 | 3 | 36 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
O Mapa da Saúde organiza, em chave territorial, onde estão a população e a rede, qual o alcance da Atenção Primária no território disperso e quanto do cuidado se resolve no município ou escapa para os polos regionais, sendo base direta para o desenho de fluxos e metas de acesso do Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
Bom Jesus do Tocantins é município de Porte Pequeno I, com 19.129 habitantes estimados em 2025 (IBGE), na Região de Saúde Carajás, sudeste paraense, com polo regional em Marabá. A trajetória demográfica é de crescimento sustentado: a população saiu de 16.227 habitantes em 2015 para 19.129 em 2025, alta de 17,9% na década, com salto de patamar no Censo 2022 (18.658 habitantes, mais 8,1% sobre a projeção anterior). A projeção do próprio Plano para o quadriênio chega a 19.747 habitantes em 2029, o que recomenda dimensionar a rede pela tendência de fundo, e não apenas pela foto atual.
A capacidade instalada está integralmente sob gestão municipal e cobre o território por capilaridade: são 18 estabelecimentos ativos no cadastro nacional em dezembro de 2025, sendo 7 Unidades Básicas de Saúde, 4 ambulatórios, 1 Hospital e Maternidade Popular, 1 CAPS I, além de SAMU, central de regulação, central de abastecimento farmacêutico e laboratório de prótese. As 7 UBS estão distribuídas por localidades distintas e majoritariamente rurais (Bela Vista, Bacabal, Ferrovia KM 58, Laranjeiras, Santa Maria, São Raimundo e a Aldeia Krikatejê), desenho que aproxima a porta de entrada do morador, mas eleva o custo logístico do cuidado, do abastecimento e do transporte sanitário.
Há ainda uma camada de cuidado indígena fora da gestão direta do município: 2 postos de saúde indígena (Aldeia Krikatejê e Mãe Maria), de natureza jurídica federal, vinculados ao subsistema de atenção à saúde indígena. Esse recorte exige que o Mapa da Saúde do município trate explicitamente a articulação com o subsistema indígena e a complementaridade de fluxos, sobretudo de média complexidade e urgência, que recaem sobre a rede municipal e regional.
A produção ambulatorial financiada pelo SUS para os residentes cresceu fortemente no período recente: passou de 21.892 procedimentos em 2022 (R$ 456 mil) para 54.883 em 2024 (R$ 1,11 milhão), estabilizando em 54.639 em 2025 (R$ 1,07 milhão). O salto de 2024 indica ampliação real de oferta e melhor registro, mas a leitura territorial mostra que parte expressiva desse cuidado não acontece em Bom Jesus do Tocantins. No biênio 2024-2025, Marabá executou 78.683 procedimentos para residentes do município, contra 22.761 produzidos no próprio território, o que configura forte evasão assistencial para o polo regional.
Os demais executores confirmam a dependência regional e a dispersão de fluxos: Belém respondeu por 5.244 procedimentos, seguida de Tucuruí (820), Colinas do Tocantins (575), Vale do Anari (471), Jacundá (314) e São Luís (138). Em termos relativos, cerca de três de cada quatro procedimentos do biênio foram executados fora do município, predominantemente em Marabá, padrão típico de média e alta complexidade que o município não oferta. Para o cidadão, isso significa deslocamento, dependência de Tratamento Fora do Domicílio e de transporte sanitário, e risco de fila e perda de continuidade quando a regulação não dá conta da demanda.
No vértice hospitalar, o Hospital e Maternidade Popular é a única referência local de urgência e parto, com 31 leitos SUS, o equivalente a cerca de 1,62 leito por mil habitantes, abaixo do parâmetro de referência de 2,5 a 3,0 por mil. A unidade concentra força de trabalho expressiva (técnicos de enfermagem, plantão clínico, cirurgia geral, anestesia e apoio diagnóstico por imagem), mas a baixa relação leito por habitante e a ausência de oferta especializada própria reforçam a dependência de Marabá para internação de maior complexidade e para o conjunto de exames e consultas especializadas.
| Indicador territorial e de acesso | Valor atual | Parâmetro ou meta 2029 | Fonte |
|---|---|---|---|
| População residente | 19.129 hab (2025) | 19.747 hab (2029) | Estimativa IBGE e projeção do Plano |
| Estabelecimentos de saúde ativos | 18 unidades | Manter e qualificar | Cadastro nacional, 12/2025 |
| Unidades Básicas de Saúde no território | 7 UBS | Cobertura territorial integral | Cadastro nacional, 12/2025 |
| Leitos hospitalares por mil habitantes | 1,62 | 2,5 a 3,0 | Hospital e Maternidade Popular e parâmetro de referência |
| Procedimentos ambulatoriais executados fora do município (2024 a 2025) | cerca de 3 em cada 4 | Reduzir evasão evitável | SIA/SUS, residentes por executor |
| Principal polo de referência regional | Marabá (78.683 proc.) | Pactuação CIR Carajás | SIA/SUS e Região de Saúde Carajás |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Hospital com 1,62 leito por mil habitantes, abaixo do parâmetro de referência, e sem média e alta complexidade própria | 5 | 4 | 4 | 80 |
| 2º | Evasão assistencial elevada: cerca de 3 em cada 4 procedimentos executados fora do município, com forte concentração em Marabá | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Dependência de TFD e transporte sanitário para acesso regional, com risco de fila e deslocamento evitável | 4 | 4 | 3 | 48 |
| 4º | Território disperso e rural que eleva custo logístico e dificulta o acesso geográfico às UBS | 3 | 3 | 3 | 27 |
| 5º | Articulação incipiente com o subsistema indígena na coordenação de fluxos de média complexidade e urgência | 3 | 3 | 3 | 27 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
A gestão do trabalho define a capacidade real da rede municipal de sustentar o cuidado: quantos profissionais existem, como estão distribuídos entre as ocupações, sob que vínculos atuam e quanto disso é estável o bastante para garantir continuidade. Em Bom Jesus do Tocantins, município de pequeno porte com cerca de 19.129 habitantes em 2025 e 100% dependente do SUS, esse eixo é base direta para as diretrizes de provimento, fixação e qualificação previstas no Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
A força de trabalho municipal está fortemente concentrada no nível médio de enfermagem e no apoio administrativo. As ocupações mais numerosas registradas são Técnico de Enfermagem (53 profissionais), Técnico de Enfermagem da Estratégia Saúde da Família (21), Agente Comunitário de Saúde (20) e Auxiliar de Enfermagem da Estratégia Saúde da Família (15). Em seguida aparecem funções de sustentação da rede, com 11 motoristas de veículos de pequeno e médio porte, 11 trabalhadores de manutenção de edificações, 11 recepcionistas e 10 auxiliares de escritório, o que evidencia uma estrutura que prioriza o nível médio assistencial e o suporte operacional.
A leitura conjunta mostra duas fragilidades estruturais. A primeira é a baixa visibilidade das categorias de nível superior nas ocupações de maior volume: médicos e enfermeiros não figuram entre os grupos mais numerosos, o que sugere quadros enxutos e mais expostos à rotatividade nas categorias que sustentam a resolutividade clínica da Atenção Primária. A segunda é a presença expressiva de carga horária ambulatorial registrada apenas nas categorias de enfermagem (1.520 horas no técnico de enfermagem e 840 horas no técnico da ESF), enquanto funções administrativas e de apoio aparecem com carga ambulatorial zerada, padrão coerente com o caráter não assistencial dessas funções, mas que reforça que o atendimento direto repousa sobre um número reduzido de categorias.
A rede opera com 20 unidades utilizando o sistema de prontuário eletrônico da Atenção Primária e 31 equipes vinculadas, responsáveis por uma base de 21.471 cadastros ativos sem óbito. Esse arranjo dá capilaridade ao cuidado, mas pressiona o dimensionamento: distribuídos por 31 equipes, os cadastros resultam em cerca de 693 pessoas por equipe vinculada, número que precisa ser lido com cautela porque parte das equipes registradas pode estar incompleta ou compartilhar profissionais entre pontos da rede. A predominância de categorias de apoio e de nível médio, somada à pouca expressão de médicos e enfermeiros nos maiores grupos ocupacionais, sinaliza que a sustentação clínica das equipes depende de poucos profissionais e, portanto, é sensível a saídas e a vínculos frágeis.
O risco de continuidade do serviço aparece de forma indireta, porém consistente, no perfil de vínculos da rede. Em municípios de pequeno porte da Amazônia, a contratação temporária e os cargos comissionados costumam predominar sobre o quadro efetivo, e Bom Jesus do Tocantins não dispõe de plano de cargos, carreiras e salários nem de concurso recente que protejam o vínculo das categorias assistenciais. A consequência prática é a rotatividade: quando o profissional sai, a equipe perde adscrição, longitudinalidade e memória clínica do território, e a reposição costuma demorar. Essa fragilidade conversa diretamente com a qualidade da informação, já que o município registrou 27 óbitos por causas mal definidas no período analisado, indicador sensível à estabilidade e à qualificação contínua das equipes responsáveis pelo registro e pela investigação.
A produção ambulatorial própria do município mais que dobrou no período recente, passando de 21.892 procedimentos em 2022 para 54.883 em 2024 e mantendo patamar de 54.639 em 2025, com valor produzido subindo de R$ 456.224,74 para mais de R$ 1 milhão ao ano. Esse salto de produção foi absorvido praticamente pelo mesmo conjunto de categorias de enfermagem e apoio, sem expansão proporcional do quadro de nível superior, o que tensiona o dimensionamento e ajuda a explicar a permanência da dependência regional de Marabá para a média e alta complexidade, polo que concentrou 78.683 procedimentos referentes a residentes do município em 2024-2025.
A combinação de produção crescente, quadro enxuto de categorias clínicas e vínculos frágeis aponta para uma agenda de gestão do trabalho centrada em três frentes: proteger o vínculo das categorias assistenciais (concurso e plano de carreira), dimensionar as equipes à carga real de cadastros e procedimentos, e instituir educação permanente regular, especialmente para qualificar o registro da informação e reduzir as causas mal definidas. Sem essas medidas, o ganho de produção tende a não se converter em resolutividade estável nem em melhor acesso.
| Indicador de gestão do trabalho | Valor de referência | Fonte (linguagem de gestão) |
|---|---|---|
| Técnicos de enfermagem na rede (incluindo ESF) | 74 | Cadastro de estabelecimentos, competência 202602 |
| Agentes Comunitários de Saúde | 20 | Cadastro de estabelecimentos, competência 202602 |
| Equipes vinculadas no prontuário eletrônico da APS | 31 | Atenção Primária, base local 2025 |
| Unidades operando o prontuário eletrônico da APS | 20 | Atenção Primária, base local 2025 |
| Cadastros ativos por equipe vinculada (estimativa) | ~693 | Cálculo sobre 21.471 cadastros e 31 equipes |
| Procedimentos ambulatoriais próprios (2025) | 54.639 | Produção ambulatorial SUS, 2025 |
| Óbitos por causas mal definidas (qualidade da informação) | 27 | Mortalidade local, período analisado |
| Plano de Cargos, Carreiras e Salários vigente | Não | Gestão do trabalho municipal, 2025 |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Ausência de plano de cargos e carreiras e de concurso recente, com predomínio de vínculos frágeis nas categorias assistenciais | 5 | 4 | 4 | 80 |
| 2º | Quadro enxuto de categorias clínicas (médicos e enfermeiros) sustentando produção crescente | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Rotatividade e baixa fixação de profissionais, com perda de adscrição e longitudinalidade do cuidado | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 4º | Fragilidade da qualificação da informação (27 óbitos por causas mal definidas) | 4 | 3 | 3 | 36 |
| 5º | Dimensionamento das 31 equipes desalinhado à carga real de cadastros e procedimentos | 3 | 3 | 3 | 27 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
Os recursos financeiros sustentam toda a capacidade de resposta do SUS municipal: examinam a aplicação mínima em ações e serviços públicos de saúde (mínimo de 15% da receita própria), a execução orçamentária, a captação de emendas e a regularidade dos instrumentos de gestão que liberam transferências. Em Bom Jesus do Tocantins, município de pequeno porte com 19.129 habitantes em 2025 e população praticamente toda dependente do SUS, esse eixo é decisivo para o Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
A leitura financeira disponível para Bom Jesus do Tocantins parte da produção ambulatorial financiada pelo SUS, que funciona como termômetro do volume de serviço efetivamente custeado no território. A série recente mostra forte expansão: os procedimentos ambulatoriais saltaram de 21.892 (2022) para 54.883 (2024), crescimento de aproximadamente 151% em dois anos, com leve recuo para 54.639 em 2025. O valor produzido acompanhou o movimento, passando de R$ 456.224,74 (2022) para R$ 1.110.178,38 (2024), mais que dobrando, antes de recuar para R$ 1.074.487,76 em 2025.
Essa trajetória indica uma rede que ampliou consideravelmente a oferta custeada entre 2022 e 2024, provavelmente refletindo maior estruturação da Atenção Primária e melhor registro da produção. O recuo de 2024 para 2025, embora pequeno em valores absolutos (cerca de R$ 35,7 mil e 244 procedimentos a menos), merece monitoramento: em municípios de pequeno porte, oscilações modestas podem sinalizar perda de produção financiada, atraso de transmissão ou queda real de oferta. A gestão precisa distinguir entre essas hipóteses antes de converter o dado em meta do PMS.
A análise dos municípios executores da produção relacionada a Bom Jesus do Tocantins revela forte dependência regional. No biênio 2024-2025, Marabá respondeu por 78.683 procedimentos, contra 22.761 executados no próprio município. Ou seja, a maior parte do serviço financiado relacionado à população de Bom Jesus do Tocantins é produzida fora do território, sobretudo no polo regional de Marabá, na Região de Saúde de Carajás, seguido por Belém (5.244), Tucuruí (820) e Colinas do Tocantins (575).
Do ponto de vista financeiro, essa concentração tem duas leituras. De um lado, é o desenho esperado: o município de pequeno porte resolve a Atenção Primária e referencia a média e alta complexidade. De outro, expõe a fragilidade de governança e custo: cada procedimento executado fora depende de pactuação regional, transporte sanitário e Tratamento Fora de Domicílio (TFD), o que pressiona o orçamento municipal com despesas de deslocamento e reduz a governabilidade sobre filas e prazos. O Plano deve tratar a regulação e a pactuação na CIR Carajás como instrumentos de eficiência financeira, e não apenas assistencial.
O ponto mais crítico do eixo não está na produção, mas na governança do financiamento. O perfil municipal registra o PMS 2026-2029 como não iniciado no sistema DigiSUS Gestor Módulo de Planejamento (DGMP) em 27/04/2026, com a Programação Anual de Saúde 2026 dependente dele. A irregularidade dos instrumentos de gestão tem efeito financeiro direto: pode bloquear o repasse de recursos federais, comprometer a captação de emendas parlamentares e fragilizar a transparência exigida pelo SIOPS e pela LC 141/2012, que fixa em 15% da receita própria o piso de aplicação em ações e serviços públicos de saúde.
A consequência operacional é o risco de saldos não executados e de propostas de emenda travadas por falta de vinculação ao planejamento aprovado. A regularização do ciclo PMS, PAS, RDQA e RAG, articulada ao PPA, à LDO e à LOA, é portanto pré-condição para qualquer ganho financeiro do quadriênio. Esta é a prioridade de maior pontuação na matriz GUT geral do município (score 125), o que justifica posicioná-la como diretriz estruturante do PMS 2026-2029.
| Indicador / parâmetro | Situação | Fonte (linguagem de gestão) |
|---|---|---|
| Aplicação mínima em saúde (piso LC 141/2012) | 15% da receita própria | SIOPS, a validar na execução municipal |
| Produção ambulatorial financiada (2024) | R$ 1.110.178,38 | Produção ambulatorial SUS |
| Produção ambulatorial financiada (2025) | R$ 1.074.487,76 | Produção ambulatorial SUS |
| Procedimentos executados no próprio município (2024-2025) | 22.761 | Produção ambulatorial SUS |
| Procedimentos executados em Marabá (2024-2025) | 78.683 | Produção ambulatorial SUS, polo regional |
| PMS 2026-2029 no DGMP (27/04/2026) | Não iniciado | Perfil municipal, DigiSUS Gestor |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | PMS, PAS e ciclo DGMP pendentes, com risco de bloqueio de repasses e de captação de emendas | 5 | 5 | 5 | 125 |
| 2º | Concentração da produção financiada fora do município (Marabá) pressionando custo de TFD e transporte | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Necessidade de comprovar a aplicação mínima de 15% e qualificar a execução no SIOPS | 4 | 4 | 3 | 48 |
| 4º | Risco de saldos não executados por falta de vinculação ao planejamento aprovado | 4 | 3 | 4 | 48 |
| 5º | Recuo da produção ambulatorial financiada de 2024 para 2025 a ser monitorado | 3 | 3 | 3 | 27 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
Os fluxos assistenciais traduzem a forma como Bom Jesus do Tocantins resolve a demanda no próprio território e quanto depende da rede regional, especialmente do polo de Marabá na Região de Saúde Carajás, sendo base direta para a pactuação na CIR e para as metas de regulação e referência do Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
A produção ambulatorial financiada pelo SUS vinculada a residentes de Bom Jesus do Tocantins passou por uma mudança de patamar entre 2022 e 2025. Os procedimentos saltaram de 21.892 (2022) para 54.639 (2025), crescimento de cerca de 150% no quadriênio, e o valor produzido subiu de R$ 456 mil para mais de R$ 1,07 milhão. O salto mais expressivo ocorreu em 2024, quando os procedimentos mais que dobraram em relação a 2023 (de 23.236 para 54.883), sinalizando ampliação real da oferta ou melhoria do registro e da transmissão da informação ao sistema oficial.
A leitura cautelosa é necessária: a estabilização entre 2024 e 2025 (54.883 contra 54.639 procedimentos) e a leve queda de valor (de R$ 1,11 milhão para R$ 1,07 milhão) podem refletir tanto acomodação da capacidade instalada quanto atraso de transmissão no último ano fechado. Em município de pequeno porte, variações absolutas modestas produzem percentuais elevados, de modo que a série deve ser validada com a equipe técnica antes de fundamentar metas de produção.
A análise de executores revela uma rede de cuidado dividida em dois polos. Embora o próprio município execute 22.761 procedimentos ambulatoriais de seus residentes no período 2024-2025, é Marabá que concentra o maior volume, com 78.683 procedimentos, ou seja, cerca de 72% de todos os procedimentos realizados para residentes (e mais de 90% daqueles executados fora do território) são absorvidos por um único município polo. Belém aparece em terceiro (5.244 procedimentos), seguido por executores de menor monta como Tucuruí (820), Colinas do Tocantins (575), Vale do Anari (471), Jacundá (314) e São Luís (138).
Essa concentração confirma o papel de Marabá como referência de média e alta complexidade da Região de Saúde Carajás e expõe a vulnerabilidade do acesso: qualquer gargalo de regulação, fila ou indisponibilidade de vagas no polo impacta diretamente os residentes de Bom Jesus do Tocantins, que dependem de deslocamento e, em parte dos casos, de Tratamento Fora de Domicílio (TFD). A presença de executores em outras unidades da federação, como Tocantins (Colinas) e Maranhão (São Luís), indica também fluxos de fronteira que precisam ser mapeados na pactuação regional.
No plano hospitalar, o município conta com o Hospital e Maternidade Popular como referência local de urgência e parto, com 31 leitos SUS, o que corresponde a 1,62 leito por mil habitantes, patamar bastante abaixo do parâmetro de referência de 2,5 a 3,0 leitos por mil habitantes. O déficit de leitos próprios reforça a dependência das internações reguladas para o polo regional e torna a qualificação da regulação, da referência e da contrarreferência uma prioridade estruturante.
| Indicador de fluxo e inserção regional | Situação atual | Parâmetro ou meta PMS 2026-2029 | Fonte |
|---|---|---|---|
| Leitos SUS por mil habitantes | 1,62 | 2,5 a 3,0 | Hospital e Maternidade Popular (rede municipal) |
| Procedimentos ambulatoriais de residentes (ano) | 54.639 | Manter e qualificar registro | Produção ambulatorial SUS (2025) |
| Concentração no polo regional de Marabá | ~72% | Pactuar e monitorar na CIR Carajás | Executores ambulatoriais (2024 a 2025) |
| Contrarreferência formal estruturada | Incipiente | Protocolo implantado até 2029 | Leitura técnica do eixo (caderno e ASIS) |
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Dependência de Marabá e do TFD para média e alta complexidade, com cerca de 72% dos procedimentos de residentes concentrados no polo | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 2º | Déficit de leitos hospitalares próprios (1,62 por mil habitantes, abaixo do parâmetro de 2,5 a 3,0) | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 3º | Referência e contrarreferência pouco formalizadas, com retorno do paciente à APS fragilizado | 4 | 3 | 4 | 48 |
| 4º | Fluxos de fronteira e demanda reprimida sem mapeamento e pactuação na CIR Carajás | 3 | 3 | 4 | 36 |
| 5º | Transporte sanitário e TFD sem dimensionamento adequado à dependência regional | 4 | 3 | 3 | 36 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).
Os determinantes sociais explicam por que o adoecer e o morrer se distribuem de forma desigual no território: em Bom Jesus do Tocantins, a economia de fronteira (pecuária, agricultura familiar, pequena mineração e comércio voltado a Marabá), a baixa renda histórica e a dispersão rural condicionam o perfil de saúde e devem orientar as diretrizes intersetoriais do Plano Municipal de Saúde 2026-2029.
Bom Jesus do Tocantins é município de Porte I (19.129 habitantes em 2025), na Região de Saúde de Carajás (macrorregião Sudeste paraense), com área de 2.816,4 km e Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de 0,597, classificado como baixo (Censo 2010). A economia se apoia na pecuária, na agricultura familiar, na pequena mineração no entorno da Estrada de Ferro Carajás e no comércio voltado a municípios maiores, sobretudo Marabá. Essa base produtiva, marcada por informalidade e por movimentos pendulares de mão de obra, ajuda a explicar tanto o perfil de adoecimento quanto a desigualdade no acesso aos serviços.
A razão de sexo de 128,8 homens para cada 100 mulheres é uma das assinaturas sociais mais fortes do território: ela expressa a migração masculina jovem atraída pela economia extrativa mineral e pela pecuária do sudeste paraense. Esse perfil concentra população em idade produtiva exposta a acidentes de trabalho rural, causas externas e baixa procura espontânea por cuidado, exigindo do PMS uma agenda explícita de saúde do homem. O índice de dependência total de 50,3% sinaliza, ainda, uma dupla pressão sobre as famílias e a rede: 31,4% de dependência juvenil somados a 18,9% de dependência de pessoas idosas, em um contexto em que parte expressiva da renda domiciliar de idosos vem da aposentadoria rural e do Benefício de Prestação Continuada.
A vulnerabilidade social do território aparece com nitidez na gravidez na adolescência: 21,7% dos nascidos vivos em 2025 foram de mães de 10 a 19 anos (52 de 240), cerca de 1,5 vez a média nacional e mais de três vezes a meta de 6% fixada no PMS anterior. A série recente é oscilante (25,2% em 2022, 29,0% em 2023, queda para 17,6% em 2024 e retorno a 21,7% em 2025), padrão que evidencia a ausência de um programa estruturado e contínuo de saúde sexual e reprodutiva, articulado com educação (Programa Saúde na Escola) e assistência social. Gravidez precoce, em municípios de baixa renda, é simultaneamente causa e consequência de evasão escolar, perpetuando o ciclo de vulnerabilidade.
O território abriga comunidades rurais dispersas e populações tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhos) em áreas sob pressão fundiária, no entorno da Estrada de Ferro Carajás e da Província Mineral de Carajás. A população indígena foi sinalizada pela gestão para tratamento próprio na ASIS, mas ainda não dispõe de recorte específico nas metas, o que exige a construção de indicadores próprios pactuados com SESAI e DSEI (Kayapó e Araguaia), segundo o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. A dispersão rural e a precariedade de saneamento e de acesso convertem-se em barreiras concretas de acesso e em maior risco para doenças negligenciadas, evidenciadas pelas 45 notificações de hanseníase e 23 de leishmaniose cutânea no período.
A informalidade econômica e o trabalho rural e extrativo se materializam no perfil de agravos notificados, que funciona como espelho social do território. Os acidentes de trabalho (Y96) somam 40 notificações no quadriênio, número que subestima a magnitude real diante da alta informalidade da lavoura familiar, da pecuária, do garimpo e do transporte. A violência interpessoal (Y09) responde por 50 notificações e os acidentes não especificados (W64) por 179, compondo, com as causas externas, 63 óbitos no quadriênio. Esses eventos, fortemente associados a desigualdade, álcool e ambiente de trabalho precário, são evitáveis e demandam resposta intersetorial, não apenas assistencial.
Há ainda uma vulnerabilidade de informação que se soma à social: o e-SUS AB municipal registra 21.471 cadastros ativos sem óbito para uma população oficial de 19.129 habitantes (112,2%), diferença que precisa ser tratada como pauta de higienização cadastral e de pactuação entre população territorial e operacional, sob pena de distorcer denominadores e mascarar bolsões de exclusão. A tabela a seguir consolida os principais indicadores de determinação social do município e os parâmetros de referência para o quadriênio.
| Indicador de determinação social | Município | Parâmetro / referência |
|---|---|---|
| IDH-M (desenvolvimento humano) | 0,597 | Faixa baixa (0,500 a 0,599), Censo 2010 |
| Gravidez na adolescência (2025) | 21,7% | Meta PMS anterior 6%; cerca de 1,5x média nacional |
| Razão de sexo (homens por 100 mulheres) | 128,8 | Migração masculina, foco em saúde do homem |
| Índice de dependência total | 50,3% | Pressão juvenil (31,4%) e senil (18,9%) somadas |
| Causas externas (óbitos, 2022 a 2025) | 63 | Mortalidade evitável de resposta intersetorial |
| Acidentes de trabalho notificados (Y96) | 40 | Subnotificado; meta dobrar notificação qualificada |
| Cadastro e-SUS AB sobre população IBGE | 112,2% | Exige higienização cadastral e regra de denominador |
Fonte: Cadernos de Análise 01, 02 e 07 de Bom Jesus do Tocantins (IBGE, SINASC, SINAN e e-SUS AB locais, 2022 a 2025; IDH-M Censo 2010).
Análise de ambiente interno (forças e fraquezas) e externo (oportunidades e ameaças) do eixo.
Priorização dos problemas do eixo por Gravidade (G), Urgência (U) e Tendência (T), escala de 1 a 5.
| Rank | Problema identificado | G | U | T | Score (G x U x T) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Gravidez na adolescência em 21,7% (2025), mais de 3x a meta do PMS anterior, sem programa intersetorial estruturado | 5 | 4 | 5 | 100 |
| 2º | Causas externas, violências e acidentes de trabalho em patamar crítico (63 óbitos e 40 notificações Y96 subestimadas) | 5 | 4 | 5 | 100 |
| 3º | População indígena e tradicional sem recorte e indicadores próprios na ASIS e no DOMI | 4 | 4 | 4 | 64 |
| 4º | Baixo desenvolvimento humano (IDH-M 0,597) e renda de fronteira informal condicionando o adoecimento | 4 | 3 | 3 | 36 |
| 5º | Cadastro e-SUS AB em 112,2% da população, sem higienização periódica e regra clara de denominadores | 3 | 3 | 3 | 27 |
Mapeamento estrutural das causas (raízes) que geram o problema central e das suas consequências (efeitos).