Conferência Municipal, Controle Social e Governança do PMS

Esta seção registra o caminho de governança necessário para validar o Plano Municipal de Saúde 2026-2029 de Bom Jesus do Tocantins. A versão técnica foi elaborada a partir da ASIS e deve ser submetida à Secretaria Municipal de Saúde e ao Conselho Municipal de Saúde, com encaminhamento para a Conferência Municipal de Saúde e registro posterior no DGMP.

Situação operacional: o perfil municipal registra o PMS 2026-2029 como não iniciado no DGMP em 27/04/2026. A aprovação pelo CMS e o registro no DGMP são etapas pendentes e condicionam o uso oficial deste documento, a captação de propostas e a execução de emendas vinculadas à pactuação anual.

Base legal

Conferência Municipal de Saúde 2026 - calendarização proposta

EtapaPeríodo sugeridoResponsável
Constituição da comissão organizadora pelo CMSA definir, primeiro semestre de 2026Mesa Diretora do CMS e SMS
Etapas preparatórias por unidade de APS e territórioA definir, antes da plenáriaSMS, equipes de APS e ACS
Plenária municipal da ConferênciaA definir, conforme deliberação do CMSCMS de Bom Jesus do Tocantins
Sistematização das deliberações no PMSAté 30 dias após a ConferênciaGrupo técnico do PMS
Apreciação final pelo CMS e envio ao DGMPA definir, após Conferência e revisãoCMS e SMS

Eixos temáticos sugeridos para a Conferência local

Os eixos abaixo derivam da ASIS de Bom Jesus do Tocantins e devem ser confirmados pela comissão organizadora. Eles dialogam com as diretrizes nacionais da 17ª Conferência Nacional de Saúde e com a leitura territorial do sudeste paraense.

  1. Saúde nas áreas mineradoras e em comunidades rurais dispersas, com foco em saúde do trabalhador, acidentes ocupacionais, doenças do território amazônico e atenção à saúde do homem.
  2. Enfrentamento da hanseníase, tuberculose e leishmaniose tegumentar americana como agravos endêmicos do território, com busca ativa, exame de contatos e fluxo regulado para Marabá quando necessário.
  3. Atenção à saúde da população indígena e originária, em articulação com SESAI e DSEI competente, quando aplicável, e respeito à autonomia organizativa das comunidades.
  4. Rede materno-infantil, redução de cesáreas evitáveis, prevenção da gravidez na adolescência e cuidado integral à mulher.
  5. Articulação regional CIR Carajás com Marabá, com pauta de TFD, fluxo hospitalar, leitos obstétricos, alta complexidade e contrarreferência.
  6. Controle social, transparência, registro no DGMP e fortalecimento do CMS, com calendário e capacitação anual.

Deliberações fundantes que devem orientar o PMS

Etapas mínimas de fechamento e validação

EtapaProduto esperadoSituação
Constituição ou designação do grupo técnicoAto interno ou registro formal de responsáveis pela elaboração e revisãoA validar
Apresentação da ASIS ao CMSAta, contribuições e lista de problemas priorizadosPendente
Realização da Conferência MunicipalRelatório final com deliberações sistematizadasPendente
Pactuação das diretrizes e metasDOMI validado pela gestão e pelo controle socialPendente
Aprovação pelo CMSResolução ou ata de aprovaçãoPendente
Registro no DGMPPMS 2026-2029 disponibilizado no sistema federalPendente

Encaminhamento para o Conselho Municipal de Saúde

Recomenda-se que o CMS aprecie o PMS em duas rodadas: primeiro, a ASIS e as matrizes FOFA/SWOT e GUT por eixo do Mapa da Saúde; depois, o DOMI consolidado com diretrizes, objetivos, metas e indicadores. Esse fluxo preserva a rastreabilidade entre problema identificado, prioridade pactuada e meta assumida pela gestão. As deliberações da Conferência Municipal devem ser incorporadas entre a primeira e a segunda rodada, com revisão de metas ou de objetivos quando necessário.